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Minimalismo Digital não é uma trend

Atualizado: 18 de jan.

Entro no ano de 2024 inspirada por uma invenção de nome "O capacete isolador" de Hugo Gernsback que vi num documentário, com a função de reduzir as distrações que nos rodeiam.


Isolador uma máscara que cobre a cara da pessoa para se concentrar sem ruido


Nestes últimos 3 anos tenho observado cada vez mais na nossa sociedade uma enorme ausência de empatia e falta de criatividade.

De pescoços descaídos para baixo e com visão afunilada num pequeno ecrã brilhante a viverem vidas de terceiros onde são controlados com base em números e corações virtuais dados por desconhecidos.



pessoas a olhar para os telemóveis
pessoas no metro a usarem os telemóveis

Já tive muitas conversas com outras pessoas que dizem sempre a mesma frase "as pessoas hoje em dia já não sabem dialogar cara a cara".

Estou de acordo a 100% com essa frase, porque é a realidade em que vivemos.


Mas no ano passado comecei a adoptar o conteúdo lento e desconectar-me mais das "tendências das redes sociais" e os resultados positivos começaram a surgir:

Comecei a estudar mais, ver filmes antigos, desenhar, viver em vez de partilhar, como se fazia nos anos 90.




Depois de algum estudo sobre Minimalismo Digital de Cal Newport e de ver o documentário "Resumindo a Mente" na Netflix achei que estava na altura de lançar um novo projeto que pode vir ajudar muitas pessoas que querem aprender a viver de forma equilibrada sem o telemóvel.


fotografia de um telefone de rotação analógico azul


A minha jornada

No Verão do ano passado, apercebi me de que o instagram ocupava uma boa parte do meu tempo e não me estava acrescentar valor.

Sem esquecer as horas de pesquisa, criar o design para as publicações, criar vídeos que seriam vistos por frações de segundos e depois ficariam no esquecimento. Sentia que estava a desperdiçar o meu tempo pela quantidade de esforço que aplicava numa publicação ou vídeo.


"De acordo com um novo estudo da Microsoft Corp., as pessoas agora geralmente perdem a concentração após oito segundos, destacando os efeitos de um estilo de vida cada vez mais digitalizado no cérebro."

Foi nesse momento que mudei a minha forma de comunicar o meu trabalho como designer e comecei a delinear qual a aplicação custo/beneficio iria usar a partir daquele momento para valorizar o meu tempo.


Comecei a recordar os bons momentos dos anos 90 quando ainda não usava telemóvel e recordo que naquela época era bastante criativa. E questionei-me onde estava essa criatividade, até que encontrei um vídeo sobre a importância do aborrecimento.


Segundo os estudos e os especialistas o nosso cérebro necessita de ter momentos de aborrecimento para criarmos algo criativo.

Comecei por desinstalar o instagram do meu telemóvel e comecei a sentir-me aborrecida, e pensei o que posso dar ao meu cérebro para se ocupar?


Primeiro comecei a dar voltas pela casa, para evitar de pegar no telemóvel, depois comecei a ler livros, coisa que eu não fazia porque não era hábito, troquei as fotografias digitais por uma máquina analógica, comecei a escrever num caderno os meus pensamentos e poesia.

Para além disto tudo troquei o alarme do meu telemóvel por um relógio com alarme e o telemóvel fica na sala desligado sem WIFI.


Resultado sinto-me leve, mais criativa, aprecio melhor os momentos com outro olhar, adoro aborrecer-me porque ajuda-me a ter muitas ideias e projectos que quero fazer.



Workshop Minimalismo Digital

Durante a minha jornada no Minimalismo Digital, decidi lançar este workshop presencial onde vou partilhar alguns exercícios práticos e técnicas que podem ajudar a encontrares o teu equilíbrio digital.

Se sentes que queres aproveitar o momento presente, sem te preocupares com o que está acontecer nas redes sociais, faz a tua pré-inscrição neste link https://dansign.wixsite.com/minimalismo


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